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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aston Martin DBR9 - 24 Horas de Le Mans 2006


O Aston Martin DBR9 é um carro de corridas, derivado estruturalmente do Aston Martin DB9 (de rua), desenvolvido pelo departamento de competições da fábrica, a Aston Martin Racing. O carro estreou nas pistas de corrida em 2005, tendo vencido corridas e chegado ao título da World Sports Car Championship.
O DBR9 utiliza a mesma base do chassi, bloco de motor e cabeçotes do DB9 de rua, que dispõe de um poderoso motor V12. Entretanto, todo o restante do carro foi re-projetado para o uso nas pistas de corrida, com todos os painéis da carroçaria são construídos de carbono composto e mudanças significativas na aerodinâmica e mecânica, tudo com o intuito de aumentar o downforce e maximizar o desempenho.

O modelo da foto representa o DBR9 do Team Modena (Russian Racing Age) pilotado por Nelson Piquet, David Brabham e Antonio Garcia nas 24 Horas de Le Mans de 2006. O trio chegou em 4o lugar na categoria GT1, tendo sido esta, a última participação de Piquet na mais prestigiada prova de endurance do planeta.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela IXO Models, em escala 1/43 e número de série LMM088. Tenho alguns outros DBR9 e, em breve, postarei fotos dos modelos.

Cores: Verde, grafite e vermelho.
Patrocinadores: Aston Martin, Russian Age Racing, Michelin, Attor Lubrificants, GDE, Telefigura, SP Securi Plex.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Benetton B191 - 1991


Oi pessoal, como hoje comemoramos o Dia da Independência do Brasil resolvi postar sobre o carro com a pintura mais brasileira de todos os tempos, a Benetton B191, pilotada em 1991 por Nelson Piquet, Roberto "Pupo" Moreno e Michael Schumacher (que substituiu Moreno a partir do GP da Italia, em Monza).

O B191 é um carro de muitos significados importantes para mim. Além da Benetton ser uma das minhas equipes favoritas de todos os tempos, de o B191 de ter linhas belíssimas, uma pintura maravilhosa e extravagante (característica das Benetton), o "Tubarão", como foi apelidado, foi um dos primeiros carros a contar com bico elevado (que se tornou tendência na F1 já a partir da primeira metade da década de 1990) (embora a Tyrrell já tivesse usado o bico elevado em 1990, a asa dianteira da Tyrrell não passava por baixo do bico do carro, de forma que, em verdade, a Benetton B191 é que se tornou o primeiro carro com esta característica, que lhe rende um lugar na história da F1) e último carro que meu ídolo no esporte, Nelson Piquet, venceu e pilotou na categoria máxima da F1.

A Benetton vinha de uma excelente temporada em 1990, onde Piquet havia ressurgido na categoria, após fracas temporadas na decadente Lotus, e já contava com forte apoio da Ford. Também tinha um excelente staff, que contava com um ótimo chefe de equipe Flávio Briatore (apesar de sua má reputação era competente) e alguns dos respeitados projetistas e engenheiros da categoria na época, nomes como John Barnard, Gordon Kimball, Ross Brawn e Rory Byrne (esses dois últimos participaram de TODOS os títulos de Schumacher, na Benetton e na Ferrari).

Apesar das expectativas para o modelo B191, a Benetton não conseguiu repetir o desempenho de 1990, mas o carro conseguiu dar a Piquet sua última vitória na categoria, justamente em virtude de uma enorme trapalhada de seu grande rival na F1, o inglês Nigel Mansell, no GP do Canadá. Esta queda de desempenho em relação ao ano anterior em muito se justifica pelo uso dos pneus Pirelli, em detrimento aos Goodyear, usados em 1990.

A relação entre Piquet e Briatore começou a se desgastar por conta da demissão de Moreno, amigo pessoal do Nelsão desde a época dos karts, em um eposódio muito mal explicado. A manobra de Briatore tinha como finalidade dar espaço para a então promessa alemã Michael Schumacher, mas sua relação com Piquet não foi mais a mesma, fato este que, certamente, contribuiu para a não renovação do contrato do brasileiro no final da temporada.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps em escala 1/43, limitada a 4.000 peças. Também possuo uma B191 em escala 1/18, mas trataremos dela em outro post.

Cores: Amarelo, azul e verde.
Patrocinadores: Camel, Autopolis, Mobil 1, Ford, Benetton, Pirelli, Sanyo, Reporter, Omge, Diavia, Lpr, IFIP, Imit, OZ Wheels, Iteco, Technogym, Sidertam.
Vitórias: 1 (Piquet)
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 1 (Moreno)
Podiums: 3 (Piquet)
Pontos: 38,5 (26,5 Piquet, 8 Moreno, 5 Schumacher)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Williams Honda FW11B - 1987


Em 1986 a Williams, com o FW11, viu seus dois pilotos, Nelson Piquet e Nigel Mansell, perderem o título para o francês Alain Prost, da McLaren, na última corrida do ano, em uma prova desastrosa para os pilotos de Frank Williams. O FW11 era um carro espetacular, mas os desentendimentos de Piquet e Mansell (com a equipe trabalhando ostensivamente em favor do inglês) levaram à perda do título de pilotos.

Para 1987 a equipe tão somente atualizou o seu carro do ano anterior, tendo competido o ano inteiro com o FW11B, um carro elegante, de linhas limpas, chassis e motores soberbos. A cavalaria fornecida pelos motores Honda Turbo era absurda, com extrema confiabilidade. Em termos de beleza, em minha opinião, só perdia para a maravilhosa Brabham BT56 e para a Lotus 99T.

Piquet correu o campeonato com maestria, mirando sempre no título, e não em vitórias (tal como Alonso vem fazendo este ano). Piquet fez 11 pódiums na temporada (somente 3 vitórias), mas só não pontuou em Spa-Francochamps e em Ímola, onde sofrera o mais grave acidente de sua carreira até então. O resultado foi o tricampeonado incoteste de um dos maiores pilotos de todos os tempos e ídolo esportivo supremo deste que vos escreve.

Em 1987 a Williams acabou fazendo o famoso barba, cabelo e bigode, conseguindo o campeonato e vice-campeonato de pilotos e campeonato de equipes.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, com número de série 400 870006 e limitada a 6.480 peças. Faz parte da World Champion Edition.

Cores: Amarelo, Azul e Branco
Patrocinadores: Canon, Honda, Tactel, ICI, Mobil 1, Goodyear, Denin, Belfe
Vitórias: 9 (6 Mansell, 3 Piquet)
Pole Positions: 12 (8 Mansell, 4 Piquet)
Podiums: 18 (11 Piquet, 7 Mansell)
Voltas mais rápidas: 7 (4 Piquet, 3 Mansell)
Pontos:134 (73 Piquet, 61 Mansell)

domingo, 15 de julho de 2012

Capacetes - Nelson Piquet - 1990






Depois de uma semana bem corrida, resolvi lançar uma nova seção no blog, dedicada exclusivamente a capacetes de pilotos.

Já li em algum lugar que o automobismo é um esporte muito frio, por não ser possível se ver as expressões faciais dos pilotos e muitas vezes não se pode reconhecer quem está guiando determinado carro.

Discordo desta opinião, na medida em que os capacetes são a carteira de identidade de cada piloto. Quem não reconheceria o clássico modelo de Ayrton Senna? Quem passa a acompanhar o esporte consegue identificar quem guia o carro somente visualizando o casco.

Os capacetes já foram mais representativos de cada piloto. Nos últimos anos a moda de Vettel mudar a pintura a cada corrida (muitos pilotos mudam substancialmente suas pinturas de um ano para outro) estão tornando a identificação um pouco mais difícil. Uma pena, pois achava sensacional identificar Mansell, Prost, Alesi, Nannini e tantos outros sem precisar conferir as letrinhas na tela da TV.

Para iniciar a seção, um dos modelos do meu ídolo Nelson Piquet.

Piquet sempre utilizou esta pintura (com pequenas variações ao longo dos anos). Sempre com as gotas (forma aerodinâmica mais perfeita que pode existir) nas laterais e no topo do capacete. Ao redor das gotas, faixas no formato de uma costura de uma bola de tênis (Piquet era ótimo tenista homenageou seu outro esporte na sua pintura). Pintura simples, formas harmoniosas, com excelente contraste de cores! Um clássico!

O capacete das fotos foi usado no seu primeiro ano de Benetton, em 1990. Em minha opinião o mais bonito que Nelsão usou!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Brabham Ford BT49C - 1981


A primeira miniatura objeto de comentários neste blog tinha de ser um carro de meu grande ídolo no automobilismo: Nelson Piquet! Escolhi, então, a do carro que lhe deu seu primeiro título de Fórmula 1, em 1981, ou seja, a Brabham Ford BT94C.
A miniatura da foto é de fabricação da Minichamps (número de série 400 8110005), em escala 1/43. Trata-se de uma edição militada a 2.304 peças, representando o carro de número 5 utilizado na vitória de Piquet no GP da Alemanha de 1981.
Falemos um pouco sobre o carro: reza a lenda que a Brabham BT49C, teria sido construída em um tempo recorde: 06 míseras semanas! Se levarmos em conta que o projetista era genial sul-africano Gordon Murray, um dos maiores engenheiros da F1 de todos os tempo, não se pode questionar a façanha de ter chegado a este bólido de linhas simples, mas extremamente eficiente.
Murray já havia desenvolvido a Brabham BT46B “Fancar” (o famoso e controverso carro ventoinha, rapidamente banido da F1 em virtude do assombroso “efeito solo” causado por um enorme exaustor instalado na traseira do carro – falaremos sobre ele no futuro em outro post dedicado somente a esta miniatura). O BT46B foi a base para o desenvolvimento do BT49, lançado em 1979, que seria usado até 1982 (com a especificação D). Em 1980 uma evolução do modelo, o BT49B, já deu mostras do seu potencial, tendo Piquet alcançado suas primeiras vitórias e já disputado o título mundial. A consagração definitiva do projeto de Murray deu-se em 1981 com o título de Nelson Piquet e vice-campeonato de equipes para a Brabham.

Com o BT49 a então equipe de Bernie Ecclestone retornava aos míticos motores Ford Cosworth DFV V8, em substituição aos pesados, frágeis e beberrões Alfa-Romeo.

Para a temporada de 1981, a especificação BT49C foi produzida com um chassi mais leve através da maior utilização de materiais compostos de carbono. Cinco chassis desta variante foram construídos e dois carros do ano anterior (BT49B), convertida para esta especificação C.
Em 1981 as saias móveis foram proibidas e se definiu uma altura obrigatória mínima de 6 cm do carro ao solo, com o intuito de limitar o “efeito solo” dos chamados “carros asa”, optando-se por colocar essas abas mas fixas, impossibilitando o mencionado efeito.
O Brabham BT49C também utilizava essas abas fixas e Gordon Murray inventou um sistema hidráulico que mantinha o carro, quando este estava parado nas verificações técnicas, com a altura regulamentar de 6 cm em relação ao solo. Murray, entretanto, criou um sistema de suspensão hidropneumática para o BT49C, no qual molas de ar-comprimido regulavam a altura do solo quando o carro estava parado. Porém, quando o carro estava em movimento, oportunidade em que a altura do veiculo não poderia ser medida, o ar comprimido pelo downforce do carro baixava sua altura, criando ainda mais downforce. Na verdade, Murray, genial como sempre, driblou o regulamento da temporada, introduzindo um dispositivo que, na prática, mantinha as vantagens do efeito solo.

Além disso, o regulamento obrigava que os carros tivessem um peso mínimo de 585 kg. Como o Brabham BT49C, que utilizava agora o lendário motor Ford Cosworth DFV V8, que era mais leve que o Alfa-Romeo, e utilizava muitos materiais em fibra de carbono, resultando em um carro era muito mais leve, quer devido a esses materiais, quer  devido aos menores tanques de combustível (o motor Ford consumia menos do que os antigos Alfa-Romeo), logo isso representava menos peso em combustível.
Entretanto, o BT49C não respeitava a regulamentação do peso mínimo autorizado (tinha menos 25 kg), motivo pelo qual o gênio de Gordon Murray entrou novamente em ação para resolver este problema. A solução encontrada foi colocar depósitos com água como lastro para atingir o peso mínimo autorizado. A explicação dada para a existência desses depósitos de água foi que serviam de refrigeração dos freios. A realidade mostrava, todavia, que, ao fim de algumas voltas, a água tinha desaparecido. O carro corria, assim, mais leve durante a corrida. No final da prova, como os regulamentos o permitiam, essa água era recolocada nos depósitos antes da pesagem do veículo. 
Os pilotos do Brabham Ford BT49C em 1981 foram: o brasileiro Nelson Piquet e mexicano Hector Rebaque.
Cores: Branco e Azul
Patrocinadores: Parmalat, Pemex e Goodyear
Vitórias: 3 (Todas com Piquet)
Pole-positions: 4 (Todas com Piquet)
Melhor volta : 1 (Todas com Piquet)
Podiums: 7 (Todos com Piquet)
Pontos: 61 (50 Piquet, 11 Rebaque)