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sábado, 18 de maio de 2013

McLaren Mercedes MP4/21 Interin Livery 2006 - Kimi Raikkonen


Na última segunda-feira (13) a Martin Whitmarsh declarou que a partir da próxima temporada a McLaren pode adotar o laranja, sua cor original, para os carros da equipe de F1, haja vista o encerramento da parceria com a patrocinadora Vodafone. Para registrar a notícia (torcendo para que se confirme), apresento-vos a última McLaren de F1 a ostentar o vibrante laranja!

A última vez que a equipe de Woking utilizou o laranja foi durante os testes da pré-temporada de 2006, quando os modelos MP4/20 (usado em 2005 e que será objeto de post futuro) e o MP4/21 (que defenderia o time em 2006) entraram na pista honrando a cor de Bruce McLaren.

O belo MP4/21, projetado pelo mago Adrian Newey, tinha como principal característica o bico muito fino, que lhe rendeu o apelido de "tamanduá".

A miniatura da foto, fabricada pela Minichamps em escala 1/43, limitada a 5.400 unidades, representa o carro guiado por Kimi Raikkonen na pré-temporada de 2006.

Cores: Laranja e Preto.
Patrocinadores: Mercedes-Benz, Mobil 1, West (substituído pelo nome dos pilotos, em virtude da restrição de propaganda tabagista, Siemens, Johnnie Walker, AT&T, Michelin, Schuco, Henkel, Hilton, Boss.
Vitórias: 0 (carro de testes)
Poles Positions: 0 (carro de testes)
Voltas mais rápidas: 0 (carro de testes)
Podiums: 0 (carro de testes)
Pontos: 0 (carro de testes)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

McLaren MP4/3 - 1987


Após anos de trabalho na McLaren, o consagrado projetista inglês John Barnard deixou a equipe de Ron Dennis ao assinar com a Ferrari para a temporada de 1987. Barnard foi responsável pelos fabulosos McLaren MP4-2, e suas evoluções, que dominaram nos anos de 1984 e 1985 e que conquistaram 5 títulos para a McLaren: 3 de pilotos (Lauda em 1984 e Prost em 1985 e 1986) e dois de construtores (1984 e 1985).

Para o lugar de Barnard, a McLaren contratou o engenheiro norte-americano Steve Nichols. A escolha de contratar Nichols era a mais natural para a McLaren, haja vista que Nichols trabalhou na Hercules, empresa americana que desenvolveu o revolucionário chassi de fibra de carbono para a McLaren no início da década de 80. Aliás foi nessa altura que Barnard conheceu Steve Nichols. Por isso a escolha de Dennis para substituir Barnard foi a mais lógica.

No entanto, quando Steve Nichols assume o desenvolvimento da McLaren em 1987, encontrou um projeto já esgotado e ultrapassado pela Williams-Honda. Nichols sabia que, apesar de Alain Prost ter conquistado o título de pilotos em 1986, isso aconteceu mais em função da disputa interna da Williams, entre Nelson Piquet e Nigel Mansell, do que a méritos prórios da McLaren, que, para se manter no topo, tinha que construir um novo carro para a temporada de 1987. Outra dificuldade que surgia era o fato de se saber já que a Porsche não iria mais desenvolver o motor TAG que equipava a McLaren e que no final do ano deixaria de fornecer os motores à equipe de Woking.
Neste cenário nada favorável nascia o McLaren MP4-3 que seguia as linhas de seu antecessor, o MP4-2C.

Outra alteração na equipe foi a contratação do piloto sueco Stefan Johansson, que vinha da Ferrari, para substituir o finlandês Keke Rosberg, que havia se aposentado.

Mas mesmo sabendo que iria ser uma dura batalha contra os Williams-Honda de Piquet e Mansell, a McLaren e Alain Prost conseguiram uma ótima segunda metade do campeonato, mas não o suficiente para impedir o tri-campeonato de Piquet.

Cores: Branco e Vermelho.
Patrocinadores: Marlboro, Shell, Hercules, Goodyear, TAG Heuer, Boss.
Vitórias: 3 (Prost)
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 2 (Prost)
Podiums: 12 (7 Prost, 5 Johansson)
Pontos: 76 (46 Prost, 30 Johansson)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

McLaren MP4/2 - 1984



A McLaren, fundada pelo neo-zelandês Bruce McLaren em 1966. Depois de ter conquistado o título de pilotos em 1976, com o inglês James Hunt, a equipe entrou numa fase decadente nos anos seguintes. A cada ano que passava os resultados iam piorando e os seu diretor Teddy Mayer não conseguiu inverter essa tendência até à entrada de Ron Dennis na equipe em 1980.

Ron Dennis, antigo mecânico da Cooper e da Brabham (no final do anos 60 e no início dos anos 70), teve vários projetos para a Formula 2 e Formula 3 durante os anos 70. Em 1976 fundou a Project Four (de onde se vêm o nome de batismo MP4, usado até hoje nos carros da equipe. M de McLaren. P4 de Project Four) com o objetivo de chegar à Formula 1. Em 1979, que Ron Dennis contrata o projetista John Barnard para trabalhar na Project Four.

Com o apoio da Phillip Morris, dona da Marlboro, que patrocinou a McLaren por 3 décadas, Ron Dennis associa-se, em 1980, à McLaren para fundar a McLaren Internacional. Em 1982, depois da saída de Teddy Mayer, Ron Dennis se torna acionista majoritário da equipe e passa a dar as cartas.


John Barnard já tinha trabalhado na McLaren, em 1972, com Gordon Coppuck, tendo projetado o M25 de F5000 e o M16E para Indianápolis. Em 1975 aceitou o convite de Parnelli para trabalhar nos EUA e o seu primeiro carro ganhou a corrida de estreia. Em 1977, após a falência da equipa de Parnelli, foi trabalhar com Jim Hall no Chaparral que venceu as 500 Milhas de Indianápolis desse ano. E, ao trabalhar com o lendário Jim Hall que Barnard entrou em contato com a nova tecnologia dos materiais compostos, em especial da fibra de carbono, material que levaria Barnard ao estrelato na F1, porquanto foi dele a idéia de construir um F1 com chassis deste material, em substituição ao alumínio, então dominante.

A associação da antiga McLaren com a Project Four de Ron Dennis, cujo resultado foi a McLaren Internacional, mais o apoio da Philip Morris, deu a Barnard a oportunidade de realizar e desenvolver o chassis de fibra carbono na principal categoria do esporte a motor.

O carbono permitia a construção de um monocoque mais estreito, que era indispensável num carro com efeito-solo, com maior rigidez e mais leve que o monocoque construído com materiais tradicionais. E ainda com a vantagem de ser um material muito mais resistente que dava uma maior protecção ao piloto em caso de acidente.
Assim, foi em 1981 que a McLaren lançou na Formula 1 o primeiro bólido com esta nova tecnologia, o McLaren MP4/1 (falaremos sobre ele em outro post). Os chassis de fibra de carbono foram construídos pela empresa americana Hércules, em Salt Lake City.
Foi durante o campeonato de 1981 que o chassis de fibra de carbono da McLaren provou a sua vantagem e segurança sobre os outros chassis convencionais. Andrea de Cesaris e John Watson, então pilotos da McLaren, tiverem vários acidentes dos quais saíram sem ferimentos. A primeira vitória de um carro com chassis de fibra de carbono aconteceu no GP da Grã-Bretanha de 1981 (John Watson num McLaren MP4/1).

Esses primeiros anos serviram para a McLaren aperfeiçoar melhor essa técnica e criar um chassis que fosse superior aos dos adversários. Mas isso não bastava para Dennis e Barnard. Podiam ter um chassis perfeito, com suspensões perfeitas, com pilotos de qualidade mas se não tivessem um motor de topo nada disso interessava. Como nessa época os motores turbos eram a tendência a seguir e a McLaren utilizava o eterno Ford Cosworth DFV ficou, então, evidente que teriam que mudar para um motor turbo.

E foi nesse campo que Ron Dennis jogou uma cartada inteligente. Barnard não pretendia um motor que já estivesse feito porque isso significava que teria de adaptar o chassis para montar o motor no carro. Barnard queria o inverso, isto é, para o conjunto ser perfeito o motor é que tinha que se adaptar ao chassis. Faltava no entanto encontrar o tal motor turbo para a McLaren. Se Barnard não queria um motor já existente (BMW ou Renault) então entrou-se em contacto com outro fabricante, a Porsche. Mas os germânicos não pretendiam regressar à Formula 1 mesmo apenas como fornecedores de motores. Foi aí que Ron Dennis, inteligentemente, fez a sua jogada e contratou a Porsche para desenvolver um motor turbo com tudo pago. Barnard dava as orientações precisas de como devia ser o motor para o integrar no chassis como pretendia. O apoio financeiro veio de Mansour Ojjeh, da Techniques D’Avant Gard (TAG), tradicional fabricante de relógios de luxo, que por sinal estava envolvida na Formula 1 com a Williams (que recusara os motores TAG uma vez que já tinha um acordo com a Honda). A partir daqui e ao longo de vários meses, foi-se desenvolvendo o motor e o chassis, pelo meio a FISA proibiu os carros de efeito-solo. Em 1983, o McLaren MP4/1E utiliza o motor TAG-Porsche pela primeira vez no GP da Holanda. Para 1984 a McLaren contrata o francês Alain Prost (ex-Renault) para fazer dupla com o então bi-campeão austríaco Niki Lauda, que se aposentara da F1 em 1979.

O McLaren MP4/2 TAG-Porsche, de 1984, já estava de acordo com o novo regulamento. O MP4/2 estava muito bem preparado, era confiável, com muito boas performances, apesar de não ser o mais rápido, era suficientemente rápido e económico, fator que passava a ser essencial a partir desse ano. Mas neste aspecto da economia do combustível a gestão electrónica da Bosch desempenhou um papel fundamental. Outra característica que lhe dava vantagem sobre a concorrência tinha a ver com os pneus, o MP4/2 era de tal maneira equilibrado que permitia a utilização de pneus mais macios, logo mais aderentes, porque o desgaste dos pneus era inferior aos dos adversários.

Dos 16 GP’s do campeonato de 1984, o MP4/2 venceu 12 (quatro dobradinhas), 3 pole-position e 8 melhores voltas. Lauda foi o campeão e Prost o vice. A McLaren venceu o campeonato de construtores. A Formula 1 assistia a um domínio de uma equipa nunca antes visto e só seria superado por ela própria em 1988. A razão do sucesso do McLaren MP4/2 tinha a haver com a sua homogeneidade: aerodinâmica, chassis, suspensão, freios e motor. E na eficiência, talvez, sua maior característica.

Durante mais dois anos (1985 e 1986) a McLaren continuou a vencer GP’s e títulos graças à base deste carro. 
Cores: Branco e Vermelho
Patrocinadores: Marlboro, Saima, Hercules, Unipart, TAG, Boss, Michelin.
Vitórias: 12 (7 Prost, 5 Lauda)
Pole-position: 3 (Prost)
Melhores voltas: 8 (5 Lauda, 3 Prost)

Podiums: 18 (9 Lauda, 9 Prost)
Pontos: 143,50 (72 Lauda, 71,5 Prost)

domingo, 16 de setembro de 2012

Ferrari F300 - 1998



O F300 foi o modelo com o qual a Ferrari disputou o mundial de F1 na temporada de 1998, tendo sido pilotado pelo alemão Michael Schumacher e pelo irlandês Eddie Irvine.

O Ferrari F300 era um carro competitivo e confiável, no entanto ainda era aerodinamicamente inferior ao McLaren MP4/13, com o qual o finlandês Mika Hakkinen conquistou o mundial daquele ano, deixando, Michael Schumacher com o vice-campeonato.
 
No GP de San Marino a Ferrari usou pequenas asas nas laterais do carro, conhecidas como X-Wings (ou winglets) (Jordan, Prost e Tyrrell também usaram este artifício durante aquela temporada), que foi rapidamente proibido pela FIA por comprometer a segurança dos pilotos. A F300 "X-Wing" e a F300 de testes (toda preta), também fazem parte de meu acervo de miniaturas. No futuro, ambas serão temas de posts.
A miniatura do carro foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43 e número de série 510 98430. Já a miniatura do piloto, mesmo fabricante e escala, tem número de série 510 343803. Ambos de minha coleção.

Cores: Vermelho.
Patrocinadores: Marboro, Shell, Goodyear, Asprey, Fiat, Magneti Marelli, Tommy Hilfiger, Telecom Italia, SKF.
Vitórias: 6 (Schumacher)
Poles Positions: 3 (Schumacher)
Voltas mais rápidas: 6 (Schumacher)
Podiums: 19 (11 Schumacher, 8 Irvine)
Pontos: 133 (86 Schumacher, 48 Irvine)

sábado, 15 de setembro de 2012

Tyrrell 012 - 1984


O Tyrrell 012 foi o modelo utilizado pela tradicional equipe inglesa durante as temporadas de 1983, 1984 e 1985 (somente nas primeiras corridas) da Fórmula 1.

Naquela temporada a Tyrrell  contava com os pilotos Martin Brundle e Stefan Bellof (Stefan Johansson e Mike Thackwell também fizeram algumas corridas pela equipe naquele ano, substituindo Brundle), que conquistaram ótimos resultados durante o ano.

Entretanto, após o segundo lugar de Brundle no GP dos Estados Unidos, constatou-se que o 012 possuia diversas irregularidades técnicas, tendo a equipe sido excluída do campeonato pela FIA (por este motivo, nas estatísticas do carro, logo abaixo, estará tudo zerado). 

Depois da sua última vitória na Formula 1, em 1983, a Tyrrell, e da desclassificação do campeonato de 1984, onde fazia um papel bastante razoável, deixou de ser uma equipe verdadeiramente competitiva, tendo obtido poucos resultados expressivos até o final de sua vida, em 1997, quando foi vendida à British American Tobacco, que introduziu a equipe British American Racing (BAR) em 1999 - equipe esta que, mais tarde, se tornaria a Honda F1 Racing.

Detalhe interessante: os 012 de usavam pinturas diferentes naquele ano, sendo que o de Bellof era primordialmente preto, enquanto o de Brundle era essencialmente vinho. Adorava essa possibilidade que as equipes tinha, de pintar seus carros com cores diferentes... Pena que acabou... A última a tentar (e não conseguir), foi a BAR (justamente a sucessora da Tyrrell), em 1999.
A miniatura da foto representa o carro do alemão Bellof. Futuramente postarei fotos do 012 de Brundle e dos 012 usados nas demais temporadas, de 1983 e 1985.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, com o número de série 400 840004 e edição limitada a 3.024 peças.

Cores: Preto, vermelho e amarelo
Patrocinadores: Tyrrell, Maredo, Ford, Shell, Goodyear, Courtaulds, Koni, Champion.
Vitórias: 0
Poles positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Podiuns: 0
Pontos: 0

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Benetton B191 - 1991


Oi pessoal, como hoje comemoramos o Dia da Independência do Brasil resolvi postar sobre o carro com a pintura mais brasileira de todos os tempos, a Benetton B191, pilotada em 1991 por Nelson Piquet, Roberto "Pupo" Moreno e Michael Schumacher (que substituiu Moreno a partir do GP da Italia, em Monza).

O B191 é um carro de muitos significados importantes para mim. Além da Benetton ser uma das minhas equipes favoritas de todos os tempos, de o B191 de ter linhas belíssimas, uma pintura maravilhosa e extravagante (característica das Benetton), o "Tubarão", como foi apelidado, foi um dos primeiros carros a contar com bico elevado (que se tornou tendência na F1 já a partir da primeira metade da década de 1990) (embora a Tyrrell já tivesse usado o bico elevado em 1990, a asa dianteira da Tyrrell não passava por baixo do bico do carro, de forma que, em verdade, a Benetton B191 é que se tornou o primeiro carro com esta característica, que lhe rende um lugar na história da F1) e último carro que meu ídolo no esporte, Nelson Piquet, venceu e pilotou na categoria máxima da F1.

A Benetton vinha de uma excelente temporada em 1990, onde Piquet havia ressurgido na categoria, após fracas temporadas na decadente Lotus, e já contava com forte apoio da Ford. Também tinha um excelente staff, que contava com um ótimo chefe de equipe Flávio Briatore (apesar de sua má reputação era competente) e alguns dos respeitados projetistas e engenheiros da categoria na época, nomes como John Barnard, Gordon Kimball, Ross Brawn e Rory Byrne (esses dois últimos participaram de TODOS os títulos de Schumacher, na Benetton e na Ferrari).

Apesar das expectativas para o modelo B191, a Benetton não conseguiu repetir o desempenho de 1990, mas o carro conseguiu dar a Piquet sua última vitória na categoria, justamente em virtude de uma enorme trapalhada de seu grande rival na F1, o inglês Nigel Mansell, no GP do Canadá. Esta queda de desempenho em relação ao ano anterior em muito se justifica pelo uso dos pneus Pirelli, em detrimento aos Goodyear, usados em 1990.

A relação entre Piquet e Briatore começou a se desgastar por conta da demissão de Moreno, amigo pessoal do Nelsão desde a época dos karts, em um eposódio muito mal explicado. A manobra de Briatore tinha como finalidade dar espaço para a então promessa alemã Michael Schumacher, mas sua relação com Piquet não foi mais a mesma, fato este que, certamente, contribuiu para a não renovação do contrato do brasileiro no final da temporada.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps em escala 1/43, limitada a 4.000 peças. Também possuo uma B191 em escala 1/18, mas trataremos dela em outro post.

Cores: Amarelo, azul e verde.
Patrocinadores: Camel, Autopolis, Mobil 1, Ford, Benetton, Pirelli, Sanyo, Reporter, Omge, Diavia, Lpr, IFIP, Imit, OZ Wheels, Iteco, Technogym, Sidertam.
Vitórias: 1 (Piquet)
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 1 (Moreno)
Podiums: 3 (Piquet)
Pontos: 38,5 (26,5 Piquet, 8 Moreno, 5 Schumacher)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Brabham BT55 - 1986



O BT55 foi o modelo com o qual a Brabham disputou a temporada de 1986 da Fórmula 1.

Foi o projeto mais radical do gênio Gordon Murray em toda sua história na Brabham. Também foi seu último modelo para a equipe, pois, ao final da temporada de 1986, o projetista transferiu-se para a McLaren.

Radical mas pouco eficiente, o BT 55 foi apelidado de Skate, tendo em vista a baixa estatura do veículo, em busca do centro de gravidade mais baixo possível e aumento do downforce da asa traseira. Para conseguir estes resultados Murray deixou os pilotos quase deitados em seus assentos, parecido como acontecia nos anos 60, o que voltou a ser uma tendência nos anos seguintes e persiste até os dias de hole. O  motor BMW também deitado atrás do piloto, também com a finalidade de redução do centro de gravidade.

Entretanto, apesar das inovações, o modelo não era eficiente, o que levou, Gordon Murray a explicar, anos depois, as razões pelas quais o carro não funcionou como devia: “Tive uma abordagem demasiado ambiciosa em relação ao carro. O motor era demasiado alto para aquilo que queremos, e quando baixamos o motor, não funcionava tão eficazmente quanto queríamos. Para além disso, tivemos demasiados problemas com o Turbo, com incontáveis falhas de óleo, e uma má distribuição de peso”. Em resumo, os problemas do carro consistiam em dificuldades com o motor BMW, que nunca funcionou bem na sua nova posição e em sua caixa de velocidades, que tinha sofrido alterações radicais e era pouco confiável. Assim sendo, as quebras eram constante.

Na tentativa de melhorar as performances do carro que Elio de Angelis faleceu em um teste privado em Paul Ricard, no dia 15 de Maio de 1986. Em choque, a Brabham tinha que procurar um substituto e contratou o inglês Derek Warwick, que pilotava para a equipe de Protótipos da Jaguar.

Apesar de não ter funcionado bem com o BT55, os conceitos de Gordon Murray para o carro foram replicados simplesmente no maior carro de corridas de todos os tempos: o McLaren MP4/4 que, em 1988, nas mãos de Ayrton Senna e Alain Prost, assombrou o mundo do esporte a motor, impondo um domínio único na história do esporte.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, representando o carro de Patrese em 1986.

Cores: Branco e azul.
Patrocinadores: Olivetti, Emporio Armani, BMW M Power e Pirelli.
Vitórias: 0 
Poles: 0
Voltas Mais Rápidas: 0
Podiuns: 0
Pontos: 2 (Patrese 2)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Super Aguri F1 Team SA05 GP Bahrain GP 2006



O SA05 foi o modelo utilizado pela equipe Super Aguri, de propriedade do ex-piloto Aguri Suzuki, na primeira parte da temporada de 2006 da Fórmula 1. Foi guiado pelos japoneses Takuma Sato e Yuji Ide e pelo francês Franck Montagny. 
 
É de se destacar que a equipe foi criada em prazo curtíssimo em parte devido à falta de vontade da Honda de deixar o popular Sato em carro para correr na temporada de 2006, haja vista que a equipe oficial da Honda havia contratado Rubens Barrichello (saído da Ferrari) para substituí-lo. Assim a Honda fechou com Aguri Suzuki a criação de um time para dar suporte a Sato, fornecendo os motores Honda e o chassis do carro anterior da equipe oficial (então BAR).


Entretanto, a FIA não permitiu o uso dos chassis BAR Honda de 2005, fato este que fez com que a equipe tenha comprado o espólio da extinta Arrows para usar os chassis dos Arrows A23 (usado pela extinta equipe inglesa em 2002!), levemente atualizados e adaptados ao regulamento de 2006. Com uma melhor organização, mais funcionários e apoio financeiro e técnico da Honda a equipe conseguiu preparar o SA06, que substituiu o SA05 a partir do GP da Alemanha de 2006.
 
A miniatura da foto representa o SA05 guiado por Takuma Sato na corrida de estréia da equipe, no GP do Bahrain de 2006. Foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43 e número de série 518 064322.
Cores: Branco e vermelho.
Patrocinadores: Honda, Samantha Kingz, Bridgestone, Super Aguri F1 Team, ENEOS, NGK, ANA, Autoracs, Life Card, M-Saflip, H2O, BBS.
Vitórias: 0
Poles positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Podiums: 0
Pontos: 0

sábado, 1 de setembro de 2012

Scuderia Toro Rosso STR1 - 2006



O STR01 foi o modelo de estréia da Scuderia Toro Rosso na Fórmula 1, no ano de 2006. Foi pilotado pelo italiano Vitantonio Liuzzi e pelo norte-americano Scott Speed. A Scuderia Toro Rosso nada mais era do que a Minardi, equipe italiana adquirida pela Red Bull no final da temporada de 2005 e rebatizada com o nome da marca de energéticos, mas em italiano.

Como dito, o STR01 foi o primeiro carro da equipe e o único modelo da STR a adotar o motor Cosworth V10, limitado a 17000 rpm, ocasionado pela falta de recursos financeiros para implementar os novos motores V8, que estavam sendo introduzidos naquela temporada. A utilização do V10 foi autorizada pela FIA e gerou controvérsia entre as equipes, que alegaram ser uma vantagem a utilização dessa configuração, apesar de existir a limitação de rotação a 17000 RPM em contrapartida aos 19000 RPM autorizados para os V8. 

A equipe não obteve resultados expressivos finalizando com uma modesta 9º posição no campeonato de construtores.

O SRT01 entrou para a história por ter sido o último carro de F1 a competir com um motor V10.

Um detalhe interessante é a belíssima pintura de um touro ao redor de quase todo o carro.
O modelo da foto é de minha coleção, fabricado pela Minichamps em escala 1/43, número de série 400 060021, representando o carro pilotado por Scott Speed em 2006.
 
Patrocinadores: Red Bull, Michelin, Cosworth.
Cores: Azul, vermelho e dourado.
Vitórias: 0
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Podiums: 0
Pontos: 1 (Liuzzi)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Toyota Racing TF104 - 2004


O TF104 foi o bólido utilizado pela Toyota Racing na temporada de 2004 da Fórmula 1. O carro foi o terceiro e último projetado por Gustav Brunner para a Toyota F1, tendo sido, no começo da temporada, sido considerado como um "passo evolutivo" em relação ao seu antecessor, o TF103, de 2003.

  
O carro foi inicialmente pilotado pela dupla mesmo em 2003, o francês Olivier Panis e o brasileiro Cristiano da Matta. No entanto, em virtude dos fracos resultados, ambos foram substituídos, pelo italiano Jarno Trulli (que foi demitido da Renault durante a temporada) e pelo brasileiro Ricardo Zonta, que era piloto de testes da equipe.
 
 
No geral, o carro e a temporada foram considerados um desastre para a equipe que, naquele ano, já participada de sua terceira temporada completa na F1 e consquistou apenas o oitavo lugar final do Campeonato de Construtores, apesar de contar com o maior orçamento entre as equipes. Detalhe: os pilotos substituídos foram os únicos a marcar pontos pela equipe naquela temporada.

 
A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, representando o carro guiado por Cristiano da Matta na temporada de 2004.

 
Cores: Branco e vermelho.
Patrocinadores: Panasonic, Denso, Toyota, Michellin, Esso.
Vitórias: 0
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Podiums: 0
Pontos: 9 (6 Pannis, 3 da Matta)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Stewart Ford SF1 - 1997


O SF-01 foi o modelo com o qual o mito Jackie Stewart e seu filho Paul estrearam sua equipe, a Stewart Ford na Fórmula 1, na temporada de 1997. O carro foi pilotado pelo brasileiro Rubens Barrichello e pelo dinamarquês Jan Magnussen. O SF01 foi projetado por Alan Jenkins.

O SF01 era um carro relativamente competitivo (principalmente em circuitos de média e baixa velocidades e em pistas molhadas) e poderia ter pontuado mais vezes na temporada não fosse sua fragilidade. Por este motivo o SF01 só pontuou no GP de Mônaco, no qual Barrichello conseguiu um excelente segundo lugar
. Entretanto, como a base do projeto era muito boa a Ford, fornecedora de motores, acabou estreitando os laços com a equipe escocesa para as temporadas seguintes, chegando a adquiri-la no fim de 1999 e rebatizando-a de Jaguar.

Patrocinadores: HSBC, Ford,Texaco Havoline, Sanyo, Malaysia, Bridgestone
Cores: Branco
Vitórias: 0
Poles Positions: 0
Podiums: 1 (Barrichello)
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 6 (Barrichello)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Capacetes - Alessandro Nannini - 1988 e 1989






Hoje voltamos a falar sobre capacetes. O escolhido foi o modelo de Alessandro "Sandro" Nannini, piloto italiano nascido em 1959 e que participou do mundial de F1 entre os anos de 1986 e 1990 pelas equipes Minardi e Benetton.

Nannini participou de 78 GPs na F1, tendo obtido uma vitória, no GP do Japão de 1989. Encerrou sua carreira na principal categoria do automobilismo mundial em virtude de ter tidu sua mão decepada em um acidente de helicóptero, em 1990. Mesmo tendo tido a mão reimplantada, Nannini não mais voltou a correr de Fórmula 1, mas obteve destaque no DTM, campeonato alemão de turismo, correndo pela Alfa Romeo.

Um piloto carismático, competente e que usou a mesma pintura de capacete em sua carreira. Nannini optou por cores frias, com fundo prata e detalhes em preto e tons de azul. Uma layout simples e marcante. Apesar do modelo do casco, de fabricação da Bieffe, não ser bonito, a pintura era muito bacana.

Os modelos das fotos foram usados por Nannini em sua passagem pela Benetton. O modelo de 1988 contava com a logo dos cigarros da Camel em cima da viseira, enquanto o modelo de 1989 levava a marca de relógios Bulova.

sábado, 18 de agosto de 2012

Wolf Ford WR1 - GP Arnentina 1977



O Wolf WR1 foi o primeiro modelo da Walter Wolf Racing, equipe que estreou no mundial de Fórmula 1 na temporada de 1977. 

O milionário Walter Wolf, austríaco naturalizado canadense, que fez fortuna explorando petróleo, já havia patrocinado a equipe de Frank Williams, tendo chegado a ser sócio da equipe que, na temporada de 1976, quando o time competiu com o nome Wolf-Williams.

 
Ainda em 1976 foi contratado o engenheiro Harvey Postlethwaite e a Wolf-Williams comprou os equipamentos da equipe Hesketh Racing quando esta encerrou suas atividades na Formula 1. Entretanto, a temporada foi de péssimos resultados, tanto que Frank Williams desiste da equipe e vende sua parte a Walter Wolf. 

 
A partir de 1977 a equipe passou a ser a competir com o nome de Walter Wolf Racing, e contratou o piloto sul-africano Jody Scheckter, ex Tyrrell, para pilotar o Wolf WR1. A equipe, naquela temporada, teve apenas Scheckter como piloto.
O WR1 foi um dos poucos carros na história da F1 a vencer a corrida de estréia de uma equipe, no caso o Grande Prêmio da Argentina, prova de abertura do Mundial de 1977, realizada em Buenos Aires.

 
Naquela mesma temporada, após mais duas vitórias (Mônaco e Canadá), dois 2º e quatro 3º, Scheckter conseguiu ser vice-campeão mundial e a Walter Wolf Racing ficou em 4º lugar no mundial de Construtores, contando apenas com um carro! Destaque para a vitória em Monte Carlo, pois foi a 100ª de um motor Ford Cosworth DFV. Dados impressionantes para uma equipe estreante.
Cores: Azul marinho e dourado
Patrocinadores: Wolf Ford Racing, Goodyear, Fina, Personal, Koni, Champion
Vitórias: 3 (Scheckter)
Poles Positions: 1 (Scheckter)
Voltas mais rápidas: 2 (Scheckter)
Podiums: 9 (Scheckter)
Pontos: 55 (Scheckter)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Toleman TG 184 Hart Turbo - 1984


O TG184 foi o modelo utlizado pela equipe Toleman a partir da quinta corrida da temporada de 1984 da Fórmula 1. Antes da sua estréia a equipe usou os TG183B, versão brevemente atualizada do carro usado na temporada de 1983.


O TF184 foi projetado Rory Byrne (que conquistou sua glória como projetista dos carros que levaram Michael Schumacher a todos os seus séte títulos - dois na Benetton e cinco na Ferrari) e Pat Symonds (vencedor de dois mundiais com a Renault e Fernando Alonso).


O potencial do carro ficou evidente logo no início com um segundo lugar em apenas seu segundo GP, quando o então novado Ayrton Senna conquistou seu primeiro pódium na controversa corrida de Mônaco de 1984 (muitos - inclusive eu, que não sou sennista - acham que Senna venceu a prova e não Alain Prost). Senna ainda conquistaria mais dois terceiros lugares naquele ano, nos GPs da Inglaterra e de Portugal.


O TG184 também foi pilotado pelo venezuelano Johnny Cecotto, pelo sueco Stefan Johansson e pelo italiano Pierluigi Martini.


A minitatura da foto foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, número de série 540 84439 e representa o carro usado por Senna na temporada de 1984. Senna usou, ainda, o antigo Toleman TG 183 nas quatro primeiras corridas da temporada (futuramente será analisado aqui neste blog) e, no GP de Portugal, usou uma pintura diferente do TG184 (também será objeto de post no futuro). Johnny Cecotto, companheiro de Senna, também usou uma pintura diferente durante a temporada. Posteriormente veremos estas miniaturas aqui.


Patrocinadores: Candy, Segafredo,Michelin, Agip, Koni, Sergio Tacchini, Champion


Vitórias: 0
Poles Positions: 0
Voltas mais rápidas: 1 (Senna)
Podiums: 3 (Senna)
Pontos: 13 (Senna)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tyrrell P34 - 1976


Na temporada de 1976 a Tyrrell introduziu um dos mais inusitados e inovadores carros de Fórmula 1 de todos os tempos: o modelo P34, guiado naquele ano pelo sul-africano Jody Scheckter e pelo francês Patrick Depailler.

O P34 era um carro com 6 (isso mesmo SEIS) rodas, sendo quatro rodas dianteiras de 10 polegadas (ligeiramente menores do que as rodas dos demais carros) e duas rodas traseiras, de tamanho normal. Para além dessa característica única na Formula 1, o P34 dispunha de duas pequenas “janelas” para que o piloto pudesse ver as pequenas rodas dianteiras.

O fato das rodas dianteiras serem de dimensões menores permitiu que a parte frontal do carro fosse mais estreita e que a estrutura dianteira as cobrisse quase completamente, o que dava ao carro um menor atrito aerodinâmico.

As vantagens do Tyrrell P34 evidenciavam-se mais nos circuitos lentos e sinuosos, devido ao poder de frenagem e melhor aderência, mas com a evolução que foi tendo ao longo do campeonato demonstrou que também era competitivo nos outros circuitos e disso é prova alguns segundos lugares que conseguiu em provas mais rápidas no final do ano.

Apesar de ser um carro bastante equilibrado e competitivo, não era excepcional, na medida em que lhe faltava capacidade real de evolução. Uma das grandes desvantagens que teve que enfrentar foi o fato da Goodyear ter que desenvolver pneus de 10 polegadas que mais nenhuma equipe utilizava. E isso fez com que a Goodyear, a determinada altura, tivesse deixado a Tyrrell em desvantagem em relação aos adversários porque tinha que optar entre ter pneus mais evoluídos atrás do que à frente e um carro mais desequilibrado ou então optar pelos pneus mais antigos, logo menos eficazes, e um carro mais equilibrado. Além disso, a suspensão e direção do bólido eram complexos, de difícil acerto e manutenção. Outra desvantagem era de cada vez que o carro ia sofrendo evoluções tornava-se mais pesado.

O P34 também foi utilizado na temporada de 1977. Foram duas versões deste modelo usada naquele ano, uma praticamente igual ao modelo de 1976 e outra mais longa, utilizada em circuitos mais rápidos. Trataremos de ambas em posts futuros. No entanto em 1977 o carro já não conseguiu acompanhar seus concorrentes e passou a ter resultados aquem dos esperados.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, número de série 430 760003 e representa o modelo guiado por Scheckter na temporada de 1976.

Patrocinadores: Elf, Goodyear. 
Cores: Azul e amarelo
Vitórias: 1 (Scheckter)
Pole-position: 1 (Scheckter)
Podiums: 12 (7 Depailler, 5 Scheckter)
Melhores voltas: 2 (1 Scheckter, 1 Depailler) 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

BMW Sauber F1.08 - 2008


A BMW ingressou na Fórmula 1 como dona de equipe na temporada de 2006. Desde o ano 2000 havia retornado ao circo F1 como fornecedora de motores para a equipe Williams. A parceria com a equipe inglesa, relativamente exitosa, com algumas vitórias, foi desfeita após a fraca temporada de 2005, ano em que a montadora bávara acabou comprando a equipe de Peter Sauber para manter-se na competição.


Em 2008 a equipe era uma das favoritas para conquistar vitórias e brigar pelo título. As exectativas não foram integralmente alcançadas, apesar do bom desempenho do polonês Robert Kubica,que conquistou uma pole position (no GP do Bahrein) e a primeira vitória (GP do Canadá) para a equipe da Bavária.

 O F1.08, pilotado por Kubica e Nick Heidfeld, foi um dos carros que mais abusou dos penduricalhos aerodinâmicos permitidos até aquela temporada. Foi o carro mais feio produzido pela BMW, principalmente pelos "chifres" localizados no cockpit.


A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, e número de série 400 080004.


Cores: Branco, Azul e Vermelho
Patrocinadores: Intel, Petronas, Syntium, Credit  Suisse, Dell, T Systems, BMW Power, Bridgestone.
Vitórias: 1 (Kubica)
Pole Position: 1 (Kubica)
Voltas mais rápidas: 2 (Heidfeld)
Podiums: 11 (7 Kubica, 4 Heidfeld)
Pontos: 135 (75 Kubica, 60 Heidfeld)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Williams Honda FW11B - 1987


Em 1986 a Williams, com o FW11, viu seus dois pilotos, Nelson Piquet e Nigel Mansell, perderem o título para o francês Alain Prost, da McLaren, na última corrida do ano, em uma prova desastrosa para os pilotos de Frank Williams. O FW11 era um carro espetacular, mas os desentendimentos de Piquet e Mansell (com a equipe trabalhando ostensivamente em favor do inglês) levaram à perda do título de pilotos.

Para 1987 a equipe tão somente atualizou o seu carro do ano anterior, tendo competido o ano inteiro com o FW11B, um carro elegante, de linhas limpas, chassis e motores soberbos. A cavalaria fornecida pelos motores Honda Turbo era absurda, com extrema confiabilidade. Em termos de beleza, em minha opinião, só perdia para a maravilhosa Brabham BT56 e para a Lotus 99T.

Piquet correu o campeonato com maestria, mirando sempre no título, e não em vitórias (tal como Alonso vem fazendo este ano). Piquet fez 11 pódiums na temporada (somente 3 vitórias), mas só não pontuou em Spa-Francochamps e em Ímola, onde sofrera o mais grave acidente de sua carreira até então. O resultado foi o tricampeonado incoteste de um dos maiores pilotos de todos os tempos e ídolo esportivo supremo deste que vos escreve.

Em 1987 a Williams acabou fazendo o famoso barba, cabelo e bigode, conseguindo o campeonato e vice-campeonato de pilotos e campeonato de equipes.

A miniatura da foto, de minha coleção, foi fabricada pela Minichamps, em escala 1/43, com número de série 400 870006 e limitada a 6.480 peças. Faz parte da World Champion Edition.

Cores: Amarelo, Azul e Branco
Patrocinadores: Canon, Honda, Tactel, ICI, Mobil 1, Goodyear, Denin, Belfe
Vitórias: 9 (6 Mansell, 3 Piquet)
Pole Positions: 12 (8 Mansell, 4 Piquet)
Podiums: 18 (11 Piquet, 7 Mansell)
Voltas mais rápidas: 7 (4 Piquet, 3 Mansell)
Pontos:134 (73 Piquet, 61 Mansell)

domingo, 5 de agosto de 2012

Ferrari D50 Winner Germany GP 1956



A Ferrari D50, usada pela Scuderia na temporada de 1956, na verdade era o Lancia D50, apenas com outra renomeado.

Após a morte de Alberto Ascari a Lancia, em grave situação financeira, resolveu abandonar as competições e, em um acordo entre a Federação Italiana deAutomobilismo e a Fiat, ficou ajustado que a Ferrari ficaria com os ativos de competição da Lancia, incluindo o D50, um modelo muito bem concebido.

Em 1956, Juan Manuel Fangio deixou a Mercedes-Benz (que tinha abandonado as competições por conta de um acidente grave em Le Mans, que matou diversos espectadores) e assinou pela Ferrari, equipe que o daria seu tetra-campeonato (terceiro consecutivo).

O modelo da foto representa o carro com o qual Fangio conquistou a vitória no GP da Alemanha, uma de suas vitórias na temporada de 1956. A miniatura foi fabricada pela IXO, em escala 1/43, número de série SF01/56 e faz parte de uma série especial da marca chamada La Storia Collection.

Cores: Fermelho, amarelo e azul.
Patrocinadores:
Vitórias: 5 (3 Fangio, 2 Peter Collins)
Pole-positions: 6 (todas com Fangio)
Melhores voltas: 4 (todas com Fangio)
Podiums: 10 (5 Fangio, 5 Collins)
Pontos: 55 (30 Fangio, 25 Collins)

sábado, 4 de agosto de 2012

BAR Honda Concept Car 2004


No ano de 2004 a equipe British American Racers (BAR) fez uma temporada excepcional, já contando com forte apoio da Honda (que acabaria comprando a equipe), ficando com o vice-campeonato entre os Construtores e levando Jenson Button ao terceiro lugar entre os pilotos, atrás apenas da imbatível dupla da Ferrari (Schumacher e Barrichello).

E tudo começou com o Concept Car, da foto acima, que nada mais era do que o BAR 006 (que também será tema de post no futuro) utilizado durante os testes de pré-temporada, com uma pintura ainda provisória (pena que não a utilizaram durante a temporada, pois ficou belíssima).

Por conta das limitações das propagandas de cigarro o nome das marcas Lucky Stryke e 555 (sim, este aparece de forma minúscula no bico do carro) foram alterados para "Look Alike", "Lookies" e um 555 bem distorcido. Estas duas marcas são da empresa British American Tobacco, dona da BAR.

O modelo da foto retrata o carro pilotado por Jenson Button (o outro piloto da BAR em 2004 foi Takuma Sato) e foi fabricado pela Minichamps, na escala 1:43 e edição limitada a 4.608 peças


Cores: Preto, prata e branco.
Patrocinadores: Lucky Strike, Honda, Michelin, 555, BBS e Intercond.

Vitórias: 0 (por se tratar de carrro de pré-temporada, não incluirei estatísticas)
Pole-positions: 0 (por se tratar de carrro de pré-temporada, não incluirei estatísticas)
Melhores voltas: 0 (por se tratar de carrro de pré-temporada, não incluirei estatísticas)
Podiums: 0 (por se tratar de carrro de pré-temporada, não incluirei estatísticas)
Pontos: 0 (por se tratar de carrro de pré-temporada, não incluirei estatísticas)

terça-feira, 31 de julho de 2012

McLaren MP4/22 - GP Canadá 2007


O MP4-22 foi o modelo utilizado pela McLaren na temporada de 2007 da Fórmula 1. A equipe vinha de uma temporada apagada e resolveu mudar de ares. 

No final de 2006 a McLaren perdeu seus dois pilotos. Kimi Raikkonen, foi para a Ferrari para substituir o heptacampeão Michael Schumacher e Juan Pablo Montoya que, claramente desmotivado com o circo da F1, abandonou a carreira nos monopostos para se dedicar à NASCAR americana. Assim, equipe inglesa de Woking apostou todas as fichas numa grande reformulação, que seria liderada pelo bi-campeão mundial Fernando Alonso, que estava de saída da Renault, e no novato Lewis Hamilton, que tinha acabado de vencer o campeonado da GP2 e era protegido de Ron Dennis desde a época do kart.

Entretanto a relação explosiva de Alonso e Hamilton (este último claramente protegido por Dennis) mostrou-se um verdadeiro desastre, tendo em vista que, apesar de liderarem o campeonato, não conseguiram conter a grande recuperação de Raikkonen na fase final do certame (Kimi venceu o campeonato somente na última corrida, no GP do Brasil, com ajuda de Felipe Massa, que cedeu o primeiro posto para o finlandês conquistar a vitória e o título da temporada).


É de se destacar que a Ferrari somente conquistou o título de construtores apenas por conta da punição aplicada à equipe McLaren, em virtude do famoso caso de espionagem  que ficou conhecido por Stepneygate (em referência ao caso de Watergate, que derrubou o presidente norte-americano Richard Noxon) que conturbou a segunda metade da temporada da F1, com a comprovação de que o engenheiro Mike Coughlan, da McLaren, recebeu do ex-engenheiro da Ferrari Nigel Stepney, informações confidenciais da equipe italiana.

O carro da foto é de minha coleção e representa o modelo guiado por Lewis Hamilton em sua primeira vitória na F1, no GP do Canadá. Fabricado pela Minichamps, em escala 1/43, edição limitada a 9.999 peças e com número de série 530074322.
   
Cores: Prata cromado, vermelho e preto.
Patrocinadores: Vodafone, Mercedes-Benz, Mobil 1, Johnnie Walker, Mutua Madrilenha, Santander, Aigo, Schuco, Henkel, Hilton, SAP, Bridgestone.

Vitórias: 8 (4 Alonso, 4 Hamilton)

Pole-positions: 8 (6 Hamilton, 2 Alonso)

Melhores voltas: 5 (3 Alonso, 2 Hamilton)

Podiums: 24 (12 Alonso, 12 Hamilton)

Pontos: 218 (109 Hamilton, 108 Alonso)